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sanatório presidente carmona

P1150518Ainda nunca aqui vim falar sobre um dos nossos, meu e da Liliana, hobbies. Apesar de ser relativamente recente, desde o ano passado que temos vindo a ocupar algum do nosso tempo livre a fazer Geocaching. Alguns de vocês perguntam: “Geocaching, mas o que é isso?” Outros, mais conhecedores, dirão que andamos às caixas ou aos tupperwares…

Em boa verdade, é mais ou menos isso, ou seja: encontrar um “tesouro” escondido algures, com recurso a coordenadas GPS. Lá está, o mais normal é guardarem esses “tesouros” em tupperwares, no entanto, são chamadas de “geocaches” ou, mais abreviadamente, de “caches”.

Mas, e como é que sabem as coordenadas dos locais onde estão escondidas as “caixinhas”? Perguntam vocês.
E a resposta é: “Fácil. Existe um site, na internet, onde nos registamos e onde temos acesso a essas coordenadas”. Basicamente existem por todo o lado…

Mas, o que hoje quero partilhar convosco, é uma das nossas últimas “cachadas”, que por sinal aconteceu num fim-de-semana de prova há bem pouco tempo, ali para os lados de Paredes de Coura.
Depois da prova feita, conseguimos encher uma carrinha inteira de geocachers-atletas e rumar até uma aldeia bem próxima: Moselos. Lá dentro, nós (Real O’ Team), Ortsac Ordnas, ell comandante, Sekadegas, kimkypa e GD4C – pode parecer estranho, mas é assim que nos identificamos neste nosso mundo – prontos para aproveitar a tarde, em vez de ficarmos a olhar para o tecto do pavilhão.

A aventura tinha sido sugerida pelo ell comandante, que tinha feito o “trabalho de casa”, tomando atenção a todos os detalhes que fossem necessários para levarmos a bom porto o nosso objectivo. Tratava-se de uma cache letterbox hybrid. Sim, é verdade, existem vários tipos de caches. E, para vos baralhar ainda mais, digo-vos que existem caches que têm um recipiente (tupperware aka container) e as que não têm – mas isto pode ser tema para outro post. Esta era mesmo do tipo fixe, em que temos de, etapa após etapa, ir recolhendo pistas para encontrarmos o tesouro final, usando muito pouco o GPS.
P1150531O destino foi o antigo sanatório de Moselos, ali bem próximo da vila. Para perceberem melhor a dinâmica da coisa, cada cache tem uma listing, ou seja, uma descrição do que trata a cache. Neste caso, contava a história de Michel Lent (personagem fícticia) – um antigo doente daquele hospital -, que quando o mesmo encerrou em 2002, desapareceu sem deixar rasto. Segundo a descrição «Segundo o psiquiatra, Lent não perdeu a memória nem a lucidez. “Somente perdeu a identidade, e pode ser que tenha tomado conscientemente essa decisão”.».
Eis pois a nossa missão: ajudar “Grenouille” (nome de código de Lent) a encontrar a sua identidade. Para isso, foi-nos deixada uma pista na recepção do hospital, e, assim começou a nossa aventura neste espaço. De pista em pista, de espaço em espaço, fomos percorrendo os lugares que “Grenuille” pisou e usou (o quarto, a lavandaria, a mina, a cozinha, a arrecadação, etc, etc), recolhendo pistas importantíssimas para a resolução do mistério, que é como quem diz, dicas para encontrar a cache final.

Foi sem dúvida, uma aventura maravilhosa, poder descobrir aquele local, votado ao abandono e esquecido pelo tempo desde 2002. Uma das melhores aventuras de geocaching que vivemos.
Os Geocachers devem estar loucos”…

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