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Norte, Orientação, Taça Portugal, WRE

em busca das balizas atrás das pedrinhas

Carnaval para mim é sinónimo de uma grande festa. Mas desengane-se quem pensa que nessa altura saio para a rua com os amigos usando uma ‘farpela’ toda catita, provavelmente poderia ser feita por mim, para ir Carnavalar! Nã, nada disso!
Desde 2006, que reservo esta altura do ano para o maior evento da Orientação Nacional, o Portugal “O” Meeting!

Este ano essa grandiosa “festa” subiu ao palco em Viseu e depois em Sátão, entre os dias 18 e 21 de Fevereiro. Lá acorreram cerca de 1800 atletas, uns mais que outros, porque nem só de competição vive a modalidade.

Créditos: Luzir – Freestyle-spirit.com

Assim, nos dois primeiros dias as provas decorreram perto da ermida da Sra. do Crasto (muito próximo de Viseu) num mapa com algum desnível, com muitos elementos rochosos e vegetação a “embelezarem” o terreno. O primeiro dia com uma distância longa, de 12,1km (485m/26C) que completei em 2h09’40” revelou-se uma enorme surpresa, dado o tipo de cartografia usada (simplificando muito o mapa). Fiz pois, uma prova razoável até ao ponto de espectadores, mas começei a perder tempo logo nos pontos seguintes. No total perdi cerca de 15min em cerca de 5 pontos.

No segundo dia, fui apostado em fazer uma melhor prova, dado que era uma distância média, com 4,9km (220m/19C). Mas o início foi desastroso, tendo perdido logo cerca de 5′ no 4º ponto, e continuando a perder tempo também no 6º e no 12º pontos. Não foi claramente o que tinha idealizado. Resultado final: 1h05’52”.

Mas à terceira foi de vez! Num novo local, no santuário de N. Sr. dos Caminhos parece que encontrei o meu caminho :). Num terreno absolutamente espectacular, concentrei-me o melhor que pude e embrenhei-me naquele pequeno “paraíso” de mapa.
A distância a vencer desta feita foi de 6,5km (255m/23C) e contava para o WRE. Apesar da má entrada no mapa (perdi no ponto 2 cerca de 2′), soube lidar com esse erro, não me deixando levar pela raiva de falhar. Tendo apenas cometido novo erro de realce no ponto 20 (cerca de 5′). No final era um misto de tristeza e alegria…Terminei com 1h07’41”.

E para o último dia, no mesmo local, estava guardada uma distância longa, em sistema de Chasing Start, ou seja, em “modo” perseguição (do melhor atleta!). A área não era tão bonita quanto no dia anterior devido aos inúmeros ‘verdes’ e ao maior desnível, mas mesmo assim foi um mapa muito desafiante.
As 2h10’38” que levei a concluir os 11,1km (400m/29C) revelam bem o cansaço já acumulado, não tendo sido das minhas melhores prestações. Comecei logo a perder tempo de inicio, nos pontos 2, 3 e 4, e depois no 18, 22, 23 e 26. Perfazendo cerca de 15′ no total, isto apenas em erros técnicos.

Balanço do “Carnaval” deste ano: evento de grande nível, com muito bons mapas, que me impressionaram pela qualidade técnica, bom tempo, bom ambiente e com os melhores do mundo por cá. Pena foi a minha prestação ter ficado tão além das minhas espectativas!
Fui 56ª na geral a 2h30′ do vencedor :(. Ainda tenho um longo “caminho das pedras” para percorrer.

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Discussão

2 thoughts on “em busca das balizas atrás das pedrinhas

  1. Os mapas não dá para ver nada de jeito.

    Posted by Filipe | 1 Março 2012, 14:31
  2. Vá lá Farinha, és informático!
    Pronto, vou ter que te ensinar, como se fosses muito burro…LOL Clicas para ver a galeria > right-click > view image. Na barra de endereço, tudo o que tá depois do .jpg sacas!!

    Acho que vou fazer um post a ensinar isso…

    Posted by Filipe Dias | 1 Março 2012, 14:56

Na minha opinião...

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