E eis o último dos posts da grandiosa saga orientista deste verão por terras francesas, sim leram bem, do verão! Eu sei, eu sei, mas era para a coisa durar! (coff, coff)
Da última vez que vos tinha relatado a coisa, tinha ficado na sexta-feira, dia 19 de Agosto, na final da prova de distância média. Assim sendo, hoje continuo com o último dia de provas, para não variar, com a arena em La Féclaz.
Como já estávamos habituados, acabou por já ser normal acordar cedo para chegarmos à arena e estacionarmos cada vez mais longe, mas enfim, o que valeu é que já era o último dia da cena. Mas sem sobressaltos lá ‘abancamos’ naquela maravilhosa arena, naquele lugar que já era quase ‘nosso’. E um a um, cada um de nós foi-se equipando e andando para as partidas, que neste dia tinham a subtileza de se encontrarem num ponto mais ‘baixo’ do que a arena. Curiosamente no mesmo local onde tinham sido as partidas da final de distância média, do dia anterior.

No que à prova diz respeito este foi um dos mapas e por conseguinte, um dos percursos que mais dificuldade e prazer me proporcionou. O percurso na “Montagne de Lachat”, com 4,3km de distância, 255m de desnível e 16 pontos, era quase na sua totalidade percorrido debaixo das copas das árvores daquela floresta.
Só para se ter a noção, a própria organização, deu-nos o prazer de fazer o mesmo percurso que os craques tinham feito na final do dia anterior. Da minha parte, não começou bem, dado que não consegui apanhar sinal de GPS antes de partir, e entrei “bem” no mapa perdendo logo no primeiro ponto bastante tempo, tendo terminado a prova com um mísero tempo de 1h26’34”.
Bom, mas o melhor ainda estava para ser servido! As estafetas!
E foi sem dúvida uma emoção sentir ali tão perto, um ‘aperto’ no coração por aqueles que eram os nosso ídolos, e sentir a sua luta pela vitória. A estafeta feminina foi sem dúvida a mais renhida das duas, decidindo-se a vencedora apenas no sprint final, entre 3 possíveis candidatas, depois de tantos erros de parte a parte. Vencendo a Finlândia, seguindo-se a Rep. Checa e por fim a Suécia.
Quanto aos homens, a corrida começou renhida, tendo havido varias ‘mexidas’ na liderança, mas no último percurso o Flying Frenchman não deu hipóteses, vencendo a França por larga margem, seguindo-se a Noruega e a Suécia.
Mas o pior de tudo, foi mesmo a despedida daquele lugar, e a saudade que já nos invadia, por termos de ir embora. Enfim, não mentiria se disser que fomos das últimas pessoas a deixar aquele lugar (excluindo as pessoas da organização), havendo ainda tempo para uma última “volta” à arena, para recolher os nossos posters gigantes com os mapas de todas as provas, para o “despacho” dos mesmos posters em guarda-roupas alheios (que muito agradecemos) e alguns “até já’s – vemo-nos em Portugal” “Então? Já vais away?”!
No dia, ou melhor, nessa madrugada, regressávamos a Portugal na companhia de Franciús que vinham visitar o nosso país (Peniche), com brincos nas orelhas, socas nos pés, um hálito a alho e uma gula de bolachas ‘escafiadas’! Enfim, vá-se lá perceber aquelas pessoas…
Provavelmente em 2012, haverão mais Campeonatos do Mundo…
“até já’s – vemo-nos em Portugal”? Anotação errada! Toda a gente sabe que a despedida foi “Então? Já vais away?”
Pois é, fomos os últimos a deixar a arena… Mas não foi nada que não tenhamos feito todos os dias!
E, por mais voltas que tenhamos dado à arena para nos despedirmos dela, nada melhor do que as corridas da Alexandra da arena até à carrinha do JP Valente para lá deixar a tenda e o Jorge… Uma bela forma de manter aquela zona na memória, aposto! LOL
Publicado por Lils Oliveira | 3 Janeiro 2012, 22:25(coff coff) – “Lils Oliveira gosta disto”
Publicado por Lils Oliveira | 3 Janeiro 2012, 23:24Realmente tens toda a razão, vou corrigir no post!
Sim, foi um bocado isso, era sempre a mesma coisa, éramos nós que quase sempre “fechávamos a porta”!
Pois lembrei-me dessas correrias, mas não as inclui por o post já estar um pouco grande…
Publicado por Filipe Dias | 4 Janeiro 2012, 11:10